domingo, 7 de setembro de 2014

7 de setembro! Será que somos mesmo independentes?


Em meio ao processo eleitoral, uma data que nos faz pensarmos sobre o nosso país -7 de setembro (dia da independência? Que independência?) Que democracia e independência é essa, se seu povo ainda não o é? É preciso urgentemente uma reforma política, para que o povo possa escolher os melhores, aqueles que podem contribuir para uma sociedade melhor, quem sabe se iniciasse cortando todas as regalias dos políticos, os bandidos e corruptos se interessariam menos pelo processo eleitoral político partidário e fossem cuidar de suas medíocres vidas?
O dinheiro está acima dos ideais e dos projetos. O dinheiro compra a preço de banana, milhares de votos de pessoas que estão viciadas nesta política nojenta da troca de favores individuais. Como romper definitivamente com essa dependência da população habituada em receber um dinheiro fruto de corrupção para votar no corrupto?
Quando adolescente, fui colocado por um primo numa fila quilométrica no Jardim Aureny III, para buscar uma requisição de combustível, de um desses políticos que certamente concorre a este processo eleitoral.
Mesmo assim, percebemos que os tempos são outros. Os políticos hoje estão comprando dez para terem três, sonho o dia em que eles vão comprar cem e sem nada ficarão nas urnas.
Mas para o povo humilde existe a ‘honestidade’, por incrível que pareça, eles acabam votando naquele que lhe deu uma mísera ajuda, pois, não se perdoariam se votassem em outro político que não o ajudou, e assim, os endinheirados, dinheiro este fruto de corrupção ou financiamentos escusos, vão se perpetuando no poder, e o pobre que deu seu voto nunca verá suas demandas coletivas sendo representadas.
O mais engraçado de tudo é que o ‘NOVO’ descobriu direitinho com o ‘VELHO’ como fazer política neste Estado. Aprendeu direitinho como comprar as miseráveis lideranças, os caras de paus que iludem o povo para votar em seu candidato, e o povo, cai mais uma vez.
Nunca a história bíblica Golias e Davi fez tanto sentido como nestas eleições proporcionais. Enquanto alguns deputados federais e estaduais fazem campanhas milionárias, até mais forte que a própria majoritária, outros tem apenas a esperança, os pés no chão, poucos panfletos e um velho carro de som para tentar chegar ao máximo de pessoas, para que a alternativa chegue.

Sonho o dia em que as eleições não sejam o momento das pessoas encherem seus tanques com gasolina comprada com dinheiro roubado da saúde. Sonho o dia em que as eleições não sejam a oportunidade da pessoa adesivar seu carro e receber uma quantia semanal. Sonho o dia em que os políticos sejam procurados para falar de suas propostas para uma comunidade melhor e não, para dar dinheiro para passagem, janelas para casa, milheiro de tijolos, remédios, habilitação, furar filas de cirurgias, trocado para uma pinga (tudo isto já me foi pedido)... Sonho num país de pessoas de caráter.