sábado, 6 de julho de 2019

Em agosto! Sim, em agosto começo.


Cadê o inglês que você começou há quatro anos e nunca mais voltou? O muay thai que praticou por seis meses e deixou abandonado no fundo de um guarda-roupas quebrado o par de luvas? Os estudos para um concurso? Ah! Depois. Fazer uma pós, natação, academia, dança de salão, exercício ao ar livre? Sem dinheiro pra isso, a verdade não é essa, mas esse auto-engano me conforta de alguma forma. E as desculpas continuam e sigo procrastinando a vida. E os cinco quilos, a tatuagem? Esta só depois de realizar aquele outro plano, e sigo me enganando. E a viagem, o sorriso, o livro? E a praia, o vento, o passeio com os cachorros? Enquanto não realizo esse acumulado de coisas, já vou planejando outros: agora é a barba, uma rinoplastia. Você tem dinheiro pra uma piscina de 14 mil e não pra consertar esse nariz seu miserável? Em agosto, em agosto começo tudo, prometo. Tenho me comportado da mesma maneira: procrastinando sempre! Mas começo tudo em agosto, em agosto, prometo!

Recordação de 2017 (Facebook)

Abra as cortinas das janelas da sua vida, vai entrar a brisa da manhã, o sol pra te aquecer, coisas boas, mas não se chateie se não der tempo de fechá-las antes da tempestade, afinal os benefícios proporcionados foram muito maiores. Um excelente dia.

terça-feira, 2 de julho de 2019

O exercício de escrever


Hoje me vi obrigado e me obrigando a escrever algo após ver a última publicação em meu Blog datar de 2014, cinco anos atrás. E no meio destas linhas medíocres eu me lembrei de um texto que havia escrito sobre uma aventura na ilha cubana que havia escrito e vivido há quase um ano e resolvi postá-lo antes desse.
Quanta coisa mudou de lá pra cá (2014), e quanta coisa ainda continua da mesma forma.
Mas não quero estabelecer conflitos temporais, do que era, do que sou hoje, do que vou ser, isso me importa cada vez menos.
Hoje prefiro planejar viagens (planejar, mas próximo passo realizar RS!), apesar da vida financeira estar sempre estrangulada por más escolhas, investimentos ruins, compra de passivos, carro velho, construção de uma cobertura num triplex (sim, tríplex), enfim, após dez anos de labuta, na fase finalíssima de uma construção infindável. (dizem que é do Lula!).
Escrevo talvez apenas para uma leitura futura minha mesmo, então vamos lá...
Hoje acordei cedo, desde que saí do plantão há quatro meses, estou com sono de bebê, antes descontrolado, hoje durmo e acordo cedo.
Paulo é um pedreiro faz de tudo, apesar do serviço sem muito zelo, ele sempre está próximo de casa pedindo pra fazer algo, então o deixei hoje fazendo um pequeno reboco de uma parede, mais pra ajudá-lo mesmo, é um pedreiro velho que virou um amigo, enquanto parti para meu trabalho de transporte coletivo, coisa que não fazia desde os 17, há muito tempo, ah!, o carro encontra-se na oficina sem previsão de alta.
Já é próximo do almoço e a lembrança vai direto naquela lingüiça legitimamente caseira/rural feita com o legítimo suíno criado na fazenda comendo lavagem que comprei domingo na feira do Jardim Aureny I por vinte contos de reis o quilo.
Hoje é comum no Brasil o surgimento de pseudos-especialistas que não sabem absolutamente nada sobre o assunto em que falam, mas opinam como grandes estudiosos sobre tudo. Vomitam senso comum e opiniões embasadas unicamente em suas experiências medíocres e saídas de suas mentes ‘brilhantes’, é muita vergonha alheia, é o caos.

Não é sobre Cuba, mas sobre um sorriso


Havana, Cuba, Março de 2018....

Decidi conhecer um novo país, uma cultura diferente da nossa, uma ilha do continente central que vive num regime ditatorial desde o final dos anos 50 após a vitória dos irmãos Fidel sobre o regime de Fulgêncio Batista. Sim, Cuba, é pra lá que eu fui fazer minha primeira viagem internacional, até porque Paraguai e um pisão na Argentina não contabilizei como 'viagem internacional' rs!
O que antes era o quintal dos Norte-Americanos, a Las Vegas de outrora se transformou num país que desperta o fascínio a quem se interessa por história viva, e a ilha de Fidel é um dos poucos países do planeta Terra que parou no tempo, lá na revolução de 1959, com seus carros daquela época, o tempo ali parece ter estacionado.
A ilha caribenha localizada a 150 quilômetros de Miami-USA, um lugar extraordinário. Mas não estou aqui para falar de Cuba, mas sim de um sorriso.
Quando a gente assiste aos fáceis filmes de comédia romântica, a gente (solteiro ou não) sempre se coloca no lugar do protagonista, que sempre encontra o amor da vida nos lugares mais distintos possíveis e nas situações mais desafiadoras e inusitadas, e a gente se pergunta, quando será a nossa vez? Será na farmácia, na padaria, na fila do cinema ou no Tinder? Ou já encontramos, nos alto sabotamos e continuamos na busca incansável por dividir um Netflix no domingo tedioso.
Na terceira noite em Havana saí para jantar, andando pelas vielas envolta por casarões antigos antes ocupados pelos ricos e nobres, hoje por trabalhadores e trabalhadoras cubanas localizados a poucos metros do Museu da Revolução, escolhi um lugar aconchegantes, mesas postas à rua, e um nome sugestivo La Ancla (A âncora), ali experimentei pela primeira vez a tão falada por quem visita a costa brasileira, lagosta, realmente, um prato excepcional.
Mas não estou aqui para falar do país, nem do prato, mas sim, de um sorriso. A cerveja LaBucaneiro vendida a três e cinquenta dólares, lá a moeda usada pelos turistas é chamada de CUC – Unidade de Conversão Cubana que tem o valor de um por um dólar. Essa mesma cerveja é facilmente encontrada durante o dia nos bares mais simples da velha Havana por um e cinquenta Cucs, embora os moradores da ilha prefiram a cerveja Cristal, por ser mais leve, durante meus dez dias por lá quase sempre preferi a LaBucaneiro. Mas não estou aqui pra falar do país, do prato, muito menos da cerveja, mas sim de um sorriso. Ainda mais que lá a tradição é o Rum, um destilado sem igual.
Ela veio me atender sorridente, eu usando do meu portunhol horrível para me comunicar, mas até que nos entendemos bem, a tatuagem da torre Eiffel no seu antebraço me chamou a atenção, você é fã de Paris? Fiz a pergunta mais óbvia e ridícula que poderia, mas havia de iniciar a conversa de alguma forma, não me julguem! Rs. Sim, simpaticamente me respondeu. Faço faculdade de idiomas (Relações Internacional, ou algo nesse sentido) e lá estudamos francês e inglês, além do idioma nativo, claro. Era uma garçonete com um sorriso encantador, daqueles que sorriem com os olhos, a pele morena da cor característica de uma genuína latina, cabelos lisos, pequena, simpática, me apaixonei, me apaixono rápido, só não mais rápido quanto me desapaixono, rs!
Naquela noite havia poucas mesas a serem atendidas, ela concentrou quase que toda sua atenção à minha, às vezes nos pegávamos trocando olhares, me senti o verdadeiro protagonista de um filme de romance americano. Não perderia a oportunidade de convidá-la pra sair, aquela talvez seria a última vez que a veria, e conhecemos bem que a vergonha de expressar o que o coração sente nos faz perder oportunidades divinas que nos são dadas e não são agarradas, ah, não! Estou num outro país, não tenho nada a perder, pensei.
Vou dar uma dica valiosa aos jovens aprendizes da arte da conquista, não que eu entenda bolhufas, mas essa vocês tem que aprender: nunca, absolutamente nunca, jamais, em hipótese alguma, pergunte a uma mulher que te despertou algum interesse e não usa qualquer aliança em nenhuma das mãos se ela tem namorado, pois ela pode até não ter, mas vai responder que sim e encerrar ali algo que poderia render o que os dois se permitissem. Deixe pra outra oportunidade, quando já tiver dominado a situação, mesmo que se ela tiver e se interessou por você, ela vai omitir essa informação, quem sabe a pessoa esteja vivendo um relacionamento falido, algo sem emoção, você não tem culpa de ter chegado atrasado, um passo de cada vez, a vida é algo a ser construído, nunca uma história acabada e sem reticências.
Então perguntei qual horário que seu expediente terminaria e se poderíamos sair logo após para que ela pudesse me apresentar sua bela cidade a um brasileiro fascinado pelo seu país, ela de pronto me respondeu de que fecharia cedo, lá pelas 23h30 em razão do fraco movimento do dia, e que sim, poderia sim sair. Ponto! Ali permaneci bebendo minha Bucanero todo feliz, até ajudei a guardar as cadeiras pesadas de ferro maciço, as mais pesadas ficavam presas a uma corrente pois eram impossíveis de serem levadas para dentro de tão pesadas.
Saímos já próximo da meia noite, eu, ela e amiga dela, quando as duas falavam entre si, poderiam estar me xingando que eu não entendia absolutamente nada, mas quando ela falava calmamente e gesticulando bastante, eu compreendia perfeitamente e também tinha o inglês que ela falava muito bem e eu arranhava.
Fomos a um barzinho ali próximo, clipes de música cubana, música latina de verdade, o ritmo regaton dominava a noite, era um barzinho aconchegante com sofás confortáveis, gente cubana feliz, bebida barata, danças sensuais e muita conversa e música.
E a conversa embalada ao bom e velho portunhol, inglês e mímicas seguia a todo vapor, aguardando o momento certo de sentir o beijo da linda morena do sorriso lindo.
Alí estava eu vivendo uma paixão em outro país como nos filmes que mencionei no início, ali estávamos por volta das quatro da madrugada andando pelas vielas de Havana fazendo selfies e registrando aquele momento com um celular caríssimo, mas ela me tranqüilizou, aqui não há violência e nem crime, foi quando como bom brasileiro lhe disse, pois no Brasil fazer isso a esse horário em qualquer lugar é praticamente um pedido de assalto.
Paguei o seu transporte de volta pra sua casa, um carro provavelmente da década de 50, de cor azul, compartilhado por várias pessoas. No dia seguinte estaria em viagem para Varadero, a 150km de Havana, o paraíso caribenho de Cuba, e só retornaria após cinco dias, ela prometeu que sairíamos quando eu retornasse.
Retornei a Havana após conhecer o azul mais lindo que já vi na vida travestido de mar de Varadero. Tinha poucas horas em Havana, pois o vôo de retorno para o Brasil estava marcado para o dia seguinte.
Saímos, mais uma e a última vez, bebemos, conversamos, sorrimos, devo ter retornado embriagado por volta das 05h, o vôo era as 07h, capotei, meu amigo de viagem me acordou, levantei atordoado e retornei ao Brasil com a imagem daquele lindo sorriso na cabeça.
Ela tinha me passado seu nome, lhe adicionei numa rede social, não para minha surpresa, mas a foto do seu perfil era com seu namorado! Entenderam agora porque nunca perguntar se há uma pessoa?
Trocamos poucas palavras pela rede social, até porque lá há muita dificuldade de acesso a internet ainda, não foi paixão, nem amor, nem romance, foi mais uma aventura que todos merecemos viver, afinal somos feitos de histórias, e isso é que vale a pena.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Malditas redes sociais

Conheci o seu passado;
Sua cidade, seus amigos, namorados de outrora
Uma turma boa, até que me acolheram muito bem
Mesmo sendo um intruso no seu velho ninho, me senti ótimo ali
Então, voltamos para o nosso mundo
Restaram as fotos, as músicas, os clipes feitos para relembrar
Pra que relembrar se você poderia viver aquilo tudo novamente
Então, você partiu, de onde talvez nunca devesse ter saído
Eu não fazia parte do seu mundo
Quem sabe, fui uma breve interrupção
Sua velha vida nova começou novamente
O seu sorriso é tão feliz com os seus
Vê essa sua felicidade me dá uma alegria contagiante 
Embora vez ou outra a lágrima nostálgica cai
Você se encontrou, basta eu agora.
A vida não é como a gente quer
Ou é, e estragamos tudo
Só pra dizer que poderíamos fazer diferente.
E continuamos errando e errando
Conhecendo pessoas erradas
Aprofundando no erro
Até acertar
E...
E começar a errar novamente
E por que tudo isso agora?
Já não estava adormecido e guardado numa caixa velha na memória?
Sim, está. Malditas redes sociais.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mulher, você não é apenas um pedaço de carne!


Como o Facebook me diverte! Não apenas pelas ridículas imitações de bico de pato feitas pelas garotas em suas selfies à frente dos espelhos de seus quartos, onde atrás, sempre como decoração um guarda-roupas vagabundo. É sempre a mesma pose, a mesma inclinação da cabeça, o mesmo ridículo bico que se multiplica assustadoramente, compartilhado por mulheres das mais diferentes classes, credos e tamanhos de silicones, ou não.
É um verdadeiro festival erótico, muitos seios avantajados, muitos glúteos malhados e empinados e muito pouco português correto, to serto*?
O açougue à disposição dos mais variados insanos e suas antropofagias está a um clique. Fotos de bundas e seios muito me atraem, claro, fazem bem aos olhos, mas o que observo é que tais exibições auto fotográficas não passam de uma nova técnica avançada, em meio a redes sociais, para a conquista de um sadio e próspero acasalamento, talvez!?.
Obviamente como todo macho, tais exemplares lindos e carnudos exibidos gratuitamente na tela de meu computador me chamam a atenção, até me faz direcionar o mouse até o ícone ‘curtir’, até o momento em que percebo que lá estão outras 345 curtidas em menos de duas horas de machos sedentos pela mesma carne, ou de amigas que queriam ser aquele espetáculo. 
À primeira vista, até que a estratégia feminina funciona, mas só esses belos pedaços de pura carne malhada ou incrementada com o mais parcelado silicone, realmente não sustenta relacionamento algum.

Você tem todo o direito de ostentar, de exibir sua beleza, eu tenho todo o direito de ficar fadigado das mesmas fotos, todas, absolutamente iguais. A mesma pose, o mesmo direcionamento do cabelo, o mesmo espelho do banheiro da Prime, o mesmo vestidinho coladinho, ái santo Cristo! Por que estou escrevendo isto? Tudo que é bonito não é pra se mostrar? Sim, obviamente que sim, mas acho que as mulheres tem muito mais a oferecer que um belo par de seios para conquistar um homem. Talvez suas técnicas sedutoras funcionem comigo, o bicho macho fala mais alto, mas e depois de se despir, o que você tem pra mostrar?

*aprenda a aplicação dos três tipos de certos: 
serto: Você não é burro(a), apenas não sabe utilizar o google pra corrigir palavras tão simples como esta
sserto: Metida a esperta e coloca logo um 's' a mais
scerto: desta forma ainda não vi escrito, mas se tiver, mando dedetizar gratuitamente a casa desta pessoa, só pode morar entre ratos e baratas uma miséria dessa!

domingo, 7 de setembro de 2014

7 de setembro! Será que somos mesmo independentes?


Em meio ao processo eleitoral, uma data que nos faz pensarmos sobre o nosso país -7 de setembro (dia da independência? Que independência?) Que democracia e independência é essa, se seu povo ainda não o é? É preciso urgentemente uma reforma política, para que o povo possa escolher os melhores, aqueles que podem contribuir para uma sociedade melhor, quem sabe se iniciasse cortando todas as regalias dos políticos, os bandidos e corruptos se interessariam menos pelo processo eleitoral político partidário e fossem cuidar de suas medíocres vidas?
O dinheiro está acima dos ideais e dos projetos. O dinheiro compra a preço de banana, milhares de votos de pessoas que estão viciadas nesta política nojenta da troca de favores individuais. Como romper definitivamente com essa dependência da população habituada em receber um dinheiro fruto de corrupção para votar no corrupto?
Quando adolescente, fui colocado por um primo numa fila quilométrica no Jardim Aureny III, para buscar uma requisição de combustível, de um desses políticos que certamente concorre a este processo eleitoral.
Mesmo assim, percebemos que os tempos são outros. Os políticos hoje estão comprando dez para terem três, sonho o dia em que eles vão comprar cem e sem nada ficarão nas urnas.
Mas para o povo humilde existe a ‘honestidade’, por incrível que pareça, eles acabam votando naquele que lhe deu uma mísera ajuda, pois, não se perdoariam se votassem em outro político que não o ajudou, e assim, os endinheirados, dinheiro este fruto de corrupção ou financiamentos escusos, vão se perpetuando no poder, e o pobre que deu seu voto nunca verá suas demandas coletivas sendo representadas.
O mais engraçado de tudo é que o ‘NOVO’ descobriu direitinho com o ‘VELHO’ como fazer política neste Estado. Aprendeu direitinho como comprar as miseráveis lideranças, os caras de paus que iludem o povo para votar em seu candidato, e o povo, cai mais uma vez.
Nunca a história bíblica Golias e Davi fez tanto sentido como nestas eleições proporcionais. Enquanto alguns deputados federais e estaduais fazem campanhas milionárias, até mais forte que a própria majoritária, outros tem apenas a esperança, os pés no chão, poucos panfletos e um velho carro de som para tentar chegar ao máximo de pessoas, para que a alternativa chegue.

Sonho o dia em que as eleições não sejam o momento das pessoas encherem seus tanques com gasolina comprada com dinheiro roubado da saúde. Sonho o dia em que as eleições não sejam a oportunidade da pessoa adesivar seu carro e receber uma quantia semanal. Sonho o dia em que os políticos sejam procurados para falar de suas propostas para uma comunidade melhor e não, para dar dinheiro para passagem, janelas para casa, milheiro de tijolos, remédios, habilitação, furar filas de cirurgias, trocado para uma pinga (tudo isto já me foi pedido)... Sonho num país de pessoas de caráter.