Estava na casa de uma amiga que não via há muito tempo, de repente a vizinhança desesperada começa a sair de suas casas e todos permanecem mudos e estáticos contemplando um único foco: o céu.
Curioso, sai da casa e percebi que o céu estava claro, mas, ao mesmo tempo nublado. A cor turva de uma tempestade qualquer dava licença a um tom rosa resplandecente. Os raios explodiam e abriam uma porta deste magnífico e indescritível esplendor. Bolhas transparentes começam a se dispersar do céu e caem em direção à região a que nos encontramos. A correria foi inevitável.
Corri e alojei-me à casa de minha mãe. Lá parecia um abrigo seguro, todos os vizinhos e amigos procuravam aquele lugar. No interior da casa, numa reunião familiar, todos de mãos dadas sobre a cama, o coração doía, um aperto descomunal, o fim era eminente, não tínhamos mais tempo para nos arrepender dos maus feitos.
Enquanto orávamos em busca de compreensão, uma luz começou a brotar dos meus olhos e como um espírito se incorporasse em meu corpo, perdi minha consciência.
O ser que me abduziu deixou a seguinte mensagem: “Não há mais tempo para arrependimentos, o momento é agora, todos serão levados, sem exceção”.
Volto ao meu estado normal de consciência, todos me olham assustados. Fora da casa, em várias cadeiras improvisadas a vizinhança esperava por alguma notícia. Então é contada a experiência, e todos percebem que realmente o apocalipse teve início.
De uma forma inexplicável, desce então uma espécie de teletela, e começa a passar imagens das lembranças de cada um dos presentes, este tubo de imagens passa a frente de todos, como numa espécie de preparação para a partida.
Então, homens fortes, com rostos de animais selvagens, empunhando lanças, descem e começam a levar os humanos nas bolhas que haviam descido anteriormente. Indago para onde estão nos levando e por quê. Tenho como resposta de que somos o alimento para seu povo, a colheita teve o seu início.
Como se fosse possível negociar com o poder daquele ser, indago o motivo de levar todos, que fome seria esta para que todos os humanos fossem necessário, que deixassem a metade para o povoamento da terra. Eis que me dizem “Vocês se reproduzem como ratos, como da última vez, deixaremos apenas dois, um de cada gênero, e em pouco tempo retornaremos e o banquete será irresistível.”
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