O ácido de minhas palavras não preocupam-me se arranharão sua face tosca e desbotada.
domingo, 18 de novembro de 2012
Jornalismo, Facebook e Juventude escrota.
Há dez anos, jovem, inocente, cheio de sonhos e planos no auge dos 17 anos de idade entrava pela porta de um prédio mal arquitetado e com seus espaços ociosos que se tinha por nome, recém batizado, de Universidade Federal do Tocantins. Não eram outros tempos, não eram outras músicas, não era outra juventude, era sim.
O curso de jornalismo era o segundo em concorrência, hoje não aparece nem entre os dez mais procurados pelos vestibulandos. Nesta época ainda era exigido o diploma para exercer a profissão de jornalista, apesar de que os grupos midiáticos nunca respeitaram esse critério para contratação. Mas para mim, de família humilde, o estudo era a única maneira de ingressar neste meio.
Uma instituição sem equipamentos, sem estrutura, dali pensávamos que sairíamos jornalistas, mas percebemos que apenas os corredores das redações das TVs e jornais é que nos transformaríamos em jornalistas de verdade.
Como um apaixonado pelos meios de informação, de tecnologia, sempre tive um caso de amor e de ódio com as redes sociais. Desde a criação do quase em desuso orkut, onde após alguns meses de uso, lá pelos idos de 2005, encerrei minha conta por ter a mesma opinião que mantenho até hoje, de que esses sites não passam de ferramentas para verificar se a grama do vizinho está realmente mais verde. Um bando de esnobes mostrando o que nunca serão. Hoje eles compartilham felicidades, solidões, amores, desamores, tristezas, tragédias, sofrimento e porque não, amores.
Saio do jornalismo, passo pelas redes sociais e venho parar no ponto de encontro da galera jovem de Palmas, o famoso ‘píer da graciosa’ (quando escrevi este texto este era o ponto de encontro preferido dos jovens da cidade, podendo ser atualizado hoje para o Posto Farol), uma famigerada festa regada a danças que mais imitam a transa de um filme pornô trash, nem prostitutas ousariam a repetir algumas atrocidades que aquelas moças, donzelas de família fazem nestas algazarras generalizadas.
Mas quando recobro minha consciência percebo que o problema não é comigo. Porque é tudo uma merda.
*Texto escrito em 2011.
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